Vida e obra de Alberto Osório de Castro em Timor

##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Vicente Paulino

Keywords

Alberto Osório de Castro; Timor; Flores de Coral; Oriente; estudos literários.

Resumo

Neste artigo pretendemos explorar descritivamente a presença do jurista e poeta Alberto Osório de Castro em Timor, terra longínqua do extremo oriente. Num primeiro momento, apresentamos a sua infância, passagem pela Coimbra e Mangualde e respectiva participação nas revistas literárias como correspondente e autor, no qual publicou vários estudos literários, poemas, crónicas de história e de viagem. Num segundo momento, focamo-nos na sua estadia em Timor como juiz, bem como observamos algumas das principais obras associadas à ilha de Timor e sua gente com culturas diferenciadas, nomeadamente as Flores de Coral e A Ilha Verde e Vermelha de Timor, resultante de uma aproximação a estas obras mediada pela perspectiva dos estudos em literatura e apreciação exótica da paisagem orientalista no mundo timorense que se norteia pelas cores da gente.

Abstract 418 | PDF Downloads 242

Referências

Almeida, C. N. & Braga, D. D. (2013). Nau-Sombra: os orientes da poesia portuguesa do século XX. Lisboa: Nova Veja.
Braga, D.D. (2014). Ao oriente do oriente transformações do orientalismo em poesia portuguesa do início do século xx: Camilo Pessanha, Alberto Osório de Castro e Álvaro de Campos. Tese de Doutoramento, Lisboa: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Castro, A.O. (2004). Obra Poética. Vol. 1, Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda.
Castro, A.O. (1996). A ilha verde e vermelha de Timor. Lisboa: Edições Cotovia Castro, A.O. (1994). Exiladas. In, Alberto Osório de Castro. Obra Poética, vol. 1, Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda.
Castro, A.O. (1909). Flores de Coral. Poemetos e Impressões da Oceânia [Últimos Poemas]. Díli: Imprensa Nacional.
Cinatti, R. (1992). Paisagens timorenses com vultos – obra poética. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda.
Castro, A.O. (1936). A Influência do Império nas Letras. Alta Cultura Colonial, Discurso Inaugural e Conferências, Lisboa: Agência Geral das Colónias, Divisão de Publicações e Bibliotecas, 401-416.
Castro, A.O. (1934). Alma Colonial. O Mundo Português, volume 1, n.º 1, 11-13.
Caetano, M. (1946). Palavras do Prof. Marcelo Caetano, Ministro das Colónias. Diário da Manhã, [Suplemento “Cultura”, 3], Lisboa.
Costa, A. (1946). Artes e letras coloniais – a morte do poeta Alberto Osório de Castro. Boletim Geral das Colonias, vol. 22, n.º 250, pp. 129-130.
Goldstein, Â.R. M. (2012). A representação do oriente na obra poética de Alberto Osório de Castro.
Dissertação de Mestrado em Estudos Comparados de Literatura de Língua Portuguesa, São Paulo: Universidade de São Paulo.
Nóbrega, P.P. (2004). Alberto Osório de Castro: incursões pela arqueologia mangualdense. In http://confaoc.no.sapo.pt/conf12.html [texto da conferência proferida a 4-05-2004 em Mangualde aos alunos do 7.º ano da E.S.F.A.]
Osório, J.C. (1946). Alberto Osório de Castro, o Poeta do Renascimento Português e Imperial.
Mundo Português: Revista de Actualidades do Império, ano XIII, IIª série, n.º 1. Lisboa: Agência Geral das Colónias, 8-11.
Pessanha, C. (1988). Obras de Camilo Pessanha, Clepsidra e poemas dispersos. Introdução biográfica e crítica, Organização e Notas de António Quadros, Lisboa: Publicações Europa-América
Paulino, V. (2018). Leituras do mundo e da natureza, poemas. Díli: Casa Apoema.
Paulino, V. (2011). A imprensa católica ‘Seara’ e a tradição timorense: 1949-1973. In Silva, Kelly & Sousa, Lúcio (org), Ita maun alin … o livro do irmão mais novo – afinidades antropológicas em torno de Timor-Leste, Lisboa: Edições Colibri, pp. 169-182.
Rubim, G. (1993). Experiência da Alucinação: Camilo Pessanha e a Questão da Poesia. Lisboa: Caminho.