A Mulher nos Contos de Mia Couto: uma Leitura Pós-colonial

##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Márcia Moreira Pereira

Keywords

Mia Couto, Mulher, Contos, Estudos Pós-Coloniais

Resumo

Como um conjunto de teorias que analisa as implicações políticas, filosóficas, culturais e literárias deixadas pelos colonizadores nos locais que colonizaram, adotando em relação a elas uma perspectiva crítica e contra elas uma prática combativa, o pós-colonialismo pressupõe a ocorrência de uma produção literária - a literatura pós-colonial - que privilegia a cultura de todos aqueles que foram colonizados pelas nações europeias. Nas literaturas africanas de expressão portuguesa, seguindo essa trilha aberta pela expressão estética na perspectiva do pós-colonialismo, a mulher passa a ser representada como alguém que começa a “sentir a terra”, livre de tabus e de imposições, libertando-se, parcialmente, de imposições masculinas e assumindo um papel de sujeito de sua própria história. Nesse sentido, este artigo procura analisar dois contos de Mia Couto ("O perfume", em Estórias abensonhadas e "O cesto", em O fio das missangas), a partir da perspectiva teórica dos Estudos Pós-Coloniais, destacando o papel que a mulher representa nestes contos.

Abstract 22 | PDF Downloads 30

Referências

Alves, Tatiana. 2014."O feminino em Mia Couto". Cronópios, Ano 8, s.p. Disponível em: Acesso em: 12 fev. 2014.
Bonnici, Thomas.2005. “Avanços e ambiguidades do pós-colonialismo no limiar do século 21”. Légua & meia: Revista de literatura e diversidade cultural. Feira de Santana, UEFS, v. 4, nº3, p.186-202.
Costa, Sérgio. 2006. “Desprovincializando a sociologia: a contribuição do sujeito pós-colonial”. Revista brasileira de ciências sociais, São Paulo, v. 21, nº 60, p. 118-183.
Couto, Mia.1983. Raiz de orvalho. Maputo: Tempográfica.
Couto, Mia. 1991.Cronicando. Lisboa: Caminhos.
Couto, Mia.1993. Terra Sonâmbula. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
Couto, Mia.1997. Contos do nascer da terra. Lisboa: Caminho.
Couto, Mia.1999. Na berma de nenhuma estrada. Lisboa: Caminho.
Couto, Mia.2003. O país do queixa andar. Maputo: Nadjira.
Couto, Mia.2003. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra. São Paulo: Cia. da Letras.
Couto, Mia.2005. Pensatempos — textos de opinião. Lisboa: Caminho.
Couto, Mia.2006. O outro pé da sereia. São Paulo: Companhia das Letras.
Couto, Mia.2007. A Varanda do Frangipani. São Paulo, Companhia das Letras.
Couto, Mia.2008 Venenos de Deus, remédios do Diabo: as incuráveis vidas de Vila Cacimba. São Paulo: Companhia das Letras.
Couto, Mia.2009. O fio das missangas. São Paulo: Companhia das letras.
Couto, Mia.2011. E se Obama fosse Africano? São Paulo, Companhia das Letras.
Couto, Mia.2012. A confissão da leoa. São Paulo: Companhia das Letras.
Couto, Mia. 2012. Estórias abensonhadas. São Paulo: Companhia das letras.
Couto, Mia.2013. Cada Homem é uma Raça. São Paulo, Companhia das Letras.
Couto, Mia.2013. Vozes Anoitecidas. São Paulo, Companhia das Letras.
Couto, Mia.2013. "Entrevista". Folha de São Paulo, São Paulo, 27/08/2013. Disponível em: Acesso em: 12 jan 2014.
Garcia, Flavia; Silva, Luciana Morais.2012. “Mia Couto: conceitos e sentidos de uma composição híbrida, entre o literal e o literário”. Nonada, Revista do Centro Universitário Ritter dos Reis, Porto Alegre, v. 2., nº 19, p. 171-181.
Honwana, Luís Bernardo.1980. Nós matamos o cão tinhoso. São Paulo, Atica.
Laranjeira, Pires.1995.Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa. Lisboa, Universidade Aberta.
Mata, Inocência.2008. "A crítica literária africana e a teoria pós-colonial: um modismo ou uma exigência?". O Marrare. Revista da pós-graduação em língua portuguesa, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, No. 8: p.20-34. Disponível em: . Acesso em: 05 ago 2014.
Memmi, Albert.2007. Retrato do colonizado precedido de retrato do colonizador. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira.
Silva, Maurício.2009. Mares nunca dantes navegados uma introdução à literatura africana lusófona. São Paulo: Artelivros.