O ensino da língua portuguesa através da exploração dos géneros textuais digitais

##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Dina Baptista https://orcid.org/0000-0002-7556-6557

Keywords

didática; língua portuguesa, géneros textuais digitais, textos híbridos.

Resumo

Os textos produzidos em ambientes digitais são inegavelmente herdados da forma impressa. Contudo, os traços que adquirem, condizentes com o novo espaço e com as novas circunstâncias de comunicação por escrito, criam formas comunicativas híbridas, interativas e participativas. O presente artigo aborda a questão da necessidade de se incluírem, no ensino da língua portuguesa, propostas didáticas adequadas aos novos géneros textuais, chamados digitais. Pois, se se considerar que toda a comunicação se desenvolve fortemente por meio de ambientes digitais, será inevitável reconhecer que o ensino de uma língua deve preparar os estudantes para a produção e compreensão dos géneros de texto recorrentes no contexto social e desenvolver neles competências que respondam às tendências e transformações comunicacionais das organizações.

Abstract 420 | PDF Downloads 245

Referências

Alves, N.A. & Rodrigues, C. (2014). As Tecnologias da Informação e da Comunicação na Escola: causas de uma subutilização. Revista da Associação portuguesa de sociologia. Revista online 7 (Fev.). Retrieved from https://revista.aps.pt/pt/as-tecnologias-da-informacao-e-da-comunicacao-
-na-escola-causas-de-uma-subutilizacao/
Amaral, A.; Recuero, R. & Montardo, S. (2009). Blog: mapeando um objeto. In A. Amaral, R. Recuero & S. Montardo (Orgs.), Blogs. com: estudos sobre blogs e comunicação (pp.27-53). São Paulo: Momento Editorial.
Araújo, J. (2007). Internet & Ensino – Novos géneros, novos desafios. In J. Araújo (Org.), Internet & Ensino – Novos géneros, novos desafios (pp.15-20). Rio de Janeiro: Lucerna. APP-Associação de Professores de Português. (2015). Educação literária nos novos programas do ensino básico. Retrieved from https://www.app.pt/6589/a-educacao-literaria-nos-novos-programas- de-portugues-do-ensino-basico/ APP-Associação de Professores de Português (2016). Português para o século XXI. Retrieved from https://www.app.pt/7620/portugues-para-o-sec-xxi/
Baptista, D. (2017). A importância do conteúdo na Web: para uma estratégia de comunicação eficaz. In A. M. Ferreira, C. Morais, M. F. Brasete & R. L. Coimbra (Eds.), Pelos mares da língua portuguesa III. (pp.925-944). Retrieved from http://hdl.handle.net/10773/18281
Campbell, J. (1949). O herói de Mil Faces (A. Sobral, Trans). São Paulo: Cultrix/Pensamento
Carvalho, C. & Rosa, H.A. (2008). Os formadores de preferência em blogs: importância deste ambiente na sobrevivência organizacional. Revista de Estudos da Comunicação, 9(18), 27-36.
Coutinho, M. A. D. C. (2011). Macroestruturas e microestruturas textuais. In I. Duarte (Ed.), Português, língua e ensino (pp. 189-220). U. Porto Editorial.
Delgado. P.; Vargasb. C.; Ackermanc. R. & Salmeróna. S. (2018). Don’t throw away your printed books: A meta-analysis on the effects of reading media on reading comprehension. Educational Research Review 25, 23–38. Retrieved from https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/
S1747938X18300101
Eggins, S. (2004). An introduction to systemic functional linguistics. (2ª ed.) London: Continuum.
Franco, G. (2008) Como escrever para a web: elementos para a discussão e construção de manuais de redação online. Texas: Knight Center for Journalism in the Americas. Retieved from: http://knightcenter.utexas.edu/pt-br/ebook/como-escrever-para-web-pt-br
Ferrari A. (2013). DIGCOMP: A Framework for Developing and Understanding Digital Competence in Europe. In Y. Punie & B. Brecko (Eds.), Publications Office of the European Union. Retrieved from: https://publications.jrc.ec.europa.eu/repository/handle/JRC83167
Hootsuite & We Are Social (2021). Digital 2021 Global Digital Overview. We Are Social. Retrieved from https://wearesocial.com/digital-2021
Islas, O. & Rosa, H. (2009). Contribuições dos blogs e avanços tecnológicos na melhoria da educação. In A. Amaral, R. Recuero & S. Montardo (Orgs.), Blogs.com com: estudos sobre blogs e comunicação. São Paulo: Momento Editorial.
Lara, G. (2005) Midia, gêneros do discurso e transgressão. Caligrama: Revista de Estudos Românicos 10, 143-162. Retrieved from: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/caligrama/ article/view/221
Lara. G. (2009). Uma proposta para a abordagem dos gêneros em sala de aula. In Anais V SIGET – Simpósio Internacional de Estudos de Gêneros Textuais. Retrieved from https://www.ucs.br/ucs/extensao/agenda/eventos/vsiget/portugues/anais/arquivos/uma_proposta_para_a_abordagem_
dos_generos_em_sala_de_aula.pdf
Magnabosco, G.G. (2009). Hipertexto e gêneros digitais: modificações no ler e escrever?. Conjectura, 14(2) 44-63.
Marcuschi, L. A. (2002). Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In Â. Dionísio, A. Machado, &. M. Bezerra (Orgs.), Gêneros textuais & ensino (pp.19-36). Rio de Janeiro: Lucerna.
Marcuschi, L. A. (2003). A questão do suporte dos gêneros textuais. In DLCV: Língua, lingüística e literatura. 1(1), 9-40.
Marcuschi, L. A. (2004). Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. In: A. L.
Marcuschi, A. C. Xavier (Orgs.), Hipertexto e gêneros digitais (pp.13-67). Rio de Janeiro: Lucerna.
Marcuschi, L. A. (2005). Gêneros textuais: configuração, dinamicidade e circulação. In A.M.
Karwoski, B. Gaydeczka & K.S. Brito (Orgs.), Gêneros textuais: reflexões e ensino (3ª ed., pp.15- 26). Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
Marcuschi, L. A. (2008). Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola.
Marketest.(2020). Os Portugueses e as Redes Sociais 2020. Grupo Marketest. Retrieved from:https://www.marktest.com/wap/private/images/Logos/Folheto_Portugueses_Redes_Sociais_2020.pdf
Matos, J. C (2005). Escrita Criativa. Cadernos de Estudo 2, 37-43. Retrieved from: http://hdl.handle.net/20.500.11796/871
Ministério da Educação (2009). Programas de Português do Ensino Básico. Lisboa: Ministério da Educação: Direção Geral de inovação e desenvolvimento curricular.
Ministério da Educação e Ciência (2014). Programa e metas curriculares de Português: Ensino Secundário. Lisboa: Ministério da Educação e Ciência.
Ministério da Educação e Ciência (2015). Programa e metas curriculares de Português: Ensino Básico. Lisboa: Ministério da Educação e Ciência.
Nielsen. J. (2006). F-Shaped Pattern For Reading Web Content (original study). Nielsen Norman Group. Retrieved from https://www.nngroup.com/articles/f-shaped-pattern-reading-web-content-discovered/
Oliveira, C., Lima, G & Silva, M. (2014). Leitura, escrita e as inovações tecnológicas: interagindo com o texto no ambiente escolar. Hipertextus Revista Digital 12, 1-16. Retrieved from: http://www.hipertextus.net/volume12/01-Hipertextus-Vol12_Camila-Oliveira%20_Geralda-Santos-
Lima_Maria-Oliveira-da-Silva.pdf
Paiva, C. (2015). Proposta teórico-metodológica para análise de inserções parentéticas em chat educacional no ensino de Língua Espanhola. Colección Vítor. Salamanca: Edições Universidad de Salamanca.
Pedroso, F. (2012). Literacia da Informação -Um Projeto de Intervenção no âmbito dos comportamentos informacionais dos adolescentes. (Dissertação de Mestrado) Departamento de Ciências da Educação e do Património, Universidade Portucalense, Porto, Portugal. Retrieved from
http://repositorio.uportu.pt/bitstream/11328/929/1/TMEB%2030.pdf
Perelman, C. & Olbrechts-Tyteca, L. (2007). Tratado de Argumentação. Lisboa: Instituto Piaget.
Phillips, D. & Young, P. (2009). Online Public Relations: A Practical Guide to Developing an Online Strategy in the World of Social Media. London and Philadelphia: Kogan Page Publishers.
Pimentel, C. (2010). BLOG: da Internet à sala de aula. (Tese de Doutoramento) Centro de Educação e Humanidades, Instituto de Letras, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Retrieved from http://livros01.livrosgratis.com.br/cp137431.pdf
Pulizzi, J. (2014). Epic Content Marketing: How to Tell a Different Story, Break Through the Clutter, and Win More Customers by Marketing Less. New York: Mcgraw-Hill education
Santos, V. R. T. A (2014). Influência dos Blogues no Consumo de Moda. (Dissertação de mestrado). Escola Superior de Comunicação Social, Lisboa, Portugal. Retrieved from http://hdl.handle.net/10400.21/4456
Torriente, G.F & Zayas-Bazán, E. (1989). Como escrever cartas eficazes – se toda a carta é uma forma de apresentação procure oferecer a melhor imagem. Lisboa: Edições CETOP.
World Economic Forum (2020). The Future of Jobs Report 2020. Retrieved from http://www3.weforum.org/docs/WEF_Future_of_Jobs_2020.pdf.